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INTRODUÇÃO ÀS PARÁBOLAS DOS EVANGELHOS

O termo parábola significa literalmente comparação. É fazer uma comparação. Os dois elementos linguísticos que originaram o termo (para + ballo) significam colocar junto; colocar lado a lado; colocar uma coisa ao lado de outra para fins de comparação.

A parábola é uma comparação extraída da natureza ou da vida diária destinada a esclarecer verdades da esfera espiritual. Ela por uma lado oculta o ensino, e por outro revela-o, dependendo isso do tipo de ouvinte (Mc 4.11, 12; Lc 8.10). Para os indiferentes a Deus e as suas coisas, a parábola é apenas uma história, um relato de fatos reais ou possíveis. Para os espirituais e sedentos da verdade, ele revela os mistérios do reino dos céus no seu aspecto atual (Mc 13.3-53).

Distribuição das parábolas nos Evangelhos:

Das trinta e sete parábolas apresentadas nos Evangelhos, elas encontram-se distribuídas da seguintes forma:
Mateus nos dá onze das parábolas de Jesus, não encontradas nos outros Evangelhos:

1.O joio, Mt 13.24-30, 36-43.
2.O tesouro escondido, Mt 13.44.
3.A pérola de grande valor, Mt 13.45,46.
4.A rede varredoura, Mt 13.47-50.
5.O credor incompassivo, Mt 18.23-35.
6.Os trabalhadores na vinha, Mt 20.1-16.
7.Os dois filhos, Mt 21.28-32.
8.As bodas do filho do rei, Mt 22.1-14.
9.As dez virgens, Mt 25.1-13.
10.Os talentos, Mt 25.14-30.
11.Os cabritos e as ovelhas, Mt 25.31-46.

Marcos registra apenas duas parábolas, não mencionadas por Mateus e nem por Lucas:

12.A semente que cresce secretamente, Mc 4.26-29.
13.Os servos vigilantes, Mc 13.34,35.

Em Lucas há dezessete parábolas não citadas nos outros Evangelhos:

14.Os dois devedores, Lc 7.41-43.
15.O bom samaritano, Lc 10.25-37.
16.O amigo importuno, Lc 11.5-8.
17.O rico insensato, Lc 12.16-21.
18.Os servos vigilantes, Lc 12.35-40.
19.O mordomo, Lc 12.42-48.
20.A figueira estéril, Lc 13.6-9.
21.A grande ceia, Lc 14.16-24.
22.A construção de uma torres, Lc 14.28-33.
23.A moeda perdida, Lc 15.8-10.
24.O filho perdido, Lc 15.11-32.
25.O administrador fiel, Lc 16.1-13.
26.O rico e Lázaro, Lc 16.19-31.
27.O senhor e seu servo, Lc 17.7-10.
28.A viúva importuna, Lc 18.1-8.
29.O fariseu e o publicano, Lc 18.10-14.
30.As dez minas, Lc 19.12-27.

Em João não há parábola, nem nas epístolas. Embora a inteira omissão de todas as parábolas sinóticas em João seja evidente, ainda assim o quarto evangelho não é de modo algum desprovido de um rico simbolismo. "Todo o evangelho de ponta a ponta é tomado pela representação simbólica".

Em Mateus, Marcos e Lucas, encontram-se sete parábolas comuns a todos os três Evangelhos:

31.A candeia debaixo do alqueire, Mt 5.15, Mc 4.21, Lc 8.16.
32.Pano novo em vestido velho, Mt 9.16, Mc 2.21, Lc 5.36.
33.Vinho novo em odres velhos, Mt 9.17, Mc 2.22, Lc 5.37, 38.
34.O semeador, Mt 13.1-23, Mc 4.1-9, Lc 8.4-15.
35.O grão mostarda, Mt 13.31, 32, Mc 4.30-34, Lc 13.18-20.
36.A vinha, Mt 21.33-46, Mc 12.1-12, Lc 20.9-19.
37.A figueira, Mt 23.32-35, Mc 13.28-31, Lc 21.29-33.

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