quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

INCENSO, OURO, MIRRA, BOLSA FAMÍLIA...

É véspera de Natal. O “espírito” do Natal contagia a todos. Alegria! Compras e mais compras. Ceias. Presentes. Amigos ocultos. Lembrancinhas...
Enquanto isto na calada da noite em Brasília, é votado o orçamento para 2010: R$ 1.600.000.000.000,00. A cifra é enorme. Tanto quanto o engodo, a corrupção, a perversão do direito, o abuso de poder, a opressão.
Usando o chavão do Lula: “como nunca na história deste país” se viu tanta corrupção e injustiça. É verdade que o país cresceu. Que o país se projetou no cenário mundial. Em 2020 seremos a 5ª economia do mundo. Mas o preço a pagar é altíssimo. A desigualdade social não tem tamanho. O governo apresenta seus dados. 20 milhos de brasileiros entraram pra “classe média”. E como se deu o milagre!!! Qualquer família cuja renda familiar seja acima de 2 salários e meio agora é “classe média”. Lula anunciou em seu último pronunciamento que mais de 1 milhão de brasileiros saíram da “linha da miséria”. Mas faltou ao presidente dizer que também a riqueza do país acumulada, cerca de 29% está na mãos de um “seleto grupo” de brasileiros.
Como denunciaria o profetas Isaías: o ganho da opressão aumenta cada vez mais.
Mas, como cantava Jonh Lenon: “É Natal, a festa cristã”. Vamos festejar!!!Belchior, Baltazar, Lula, Arruda agradecem.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

DENÚNCIAS DE PROPINA: banho de Arruda e oração de ações de Graças pelo “santo Durval”

30/11/2009 – Não bastasse as denúncias feitas pelo Sr. Durval Barbosa contra Arruda, o Governador do Distrito Federal, que por si só já são vergonhosas, a GLOBO veicula no Jornal Nacional, o trio “da propina” pedindo perdão a Deus pelas “fraquezas” e agradecendo pela vida do Durval Barbosa.
Como já dizia o Boris Casoy “É UMA VERGONHA!”.

Isaías, o profeta do Antigo Testamento, deve estar se contorcendo em sua sepultura. Como estadista que era, e como profeta em pelo menos cinco reinados diferentes, denunciou abertamente as inustiças cometidas em sua época:

Is 5.20-23 Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos! Ai dos que são poderosos para beber vinho, e homens de poder para misturar bebida forte; Dos que justificam ao ímpio por suborno, e aos justos negam a justiça!

Também não se pode esquecer o que o disse o profeta Miquéias em 3.11:

Os seus chefes dão as sentenças por suborno, e os seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham por dinheiro; e ainda se encostam ao SENHOR, dizendo: Não está o SENHOR no meio de nós? Nenhum mal nos sobrevirá.

Os profetas na verdade não estavam falando nada novo. Estavam cobrando a obediência a Lei do Senhor que já dizia:
Ex 23.8 8 Também suborno não tomarás; porque o suborno cega os que têm vista, e perverte as palavras dos justos.

Dt 27.25 Maldito aquele que aceitar suborno para ferir uma pessoa inocente. E todo o povo dirá: Amém.

Nossos púlpitos continuam silenciosos diante disto tudo. O que é vergonhoso.
Quando o Senhor Jesus chorou sobre Jerusalém, ele disse que as pedras clamariam. E as pedras estão clamando.
Jesus chorou sobre Jerusalém!
Jesus chora pelo Brasil:
Lc 19.40, 41 E, respondendo ele, disse-lhes: Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão. E, quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela.

Acorda igreja brasileira!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

"EL SHADDAY": DE DEUS TODO-PODEROSO A MARCA DE CUECA

Isso mesmo. Você não leu errado nem está diante de uma “heresia medieval”. É grife gospel.
Custei acreditar no que ví. Ao fazer umas comprinhas lá no centro da cidade pelas bandas das Ruas Paraná e Carijós, naquelas lojinhas de miudezas, encontrei uma nova marca de cueca: El Shadday. A princípio meus olhos não quiseram acreditar.
El Shadday, do heb. = “Deus Todo poderoso”.
Pensei em qual seria a reação de um judeu ortodoxo ou de um evangélico da Reforma. A minha foi de total indignação. O Nome do Senhor é blasfemado entre os gentios por causa de vós, Rm 2.24. Os judeus nunca ousavam em pronunciar o nome de Deus. Levavam a sério o "não tomarás o nome do Senhor em vão" Ex 20.7. Aliás, a Divindade era tratada pelas sua natureza ou atos: Eterno, Justo, Santo, Senhor, Salvador etc. Daí dentre outros tratamentos temos o “El Shadday”. A começar por Gn 17.1, esse nome ocorre mais de 40 vezes no Antigo Testamento.
Fiquei imaginando quem teria tido a “grande” idéia de tornar esse nome Santo em bible fashion symbol. Quem o fez, ou apenas achou o nome bonito ou quis dar um “nome forte” àquela marca de cuecas pra que ela se tornasse um sucesso de vendas.
Queria estar enganado, mas tenho plena certeza de que quem o fez, o fez tendo este último objetivo. Um nome forte, um empreendedorismo “gospel” bem sucedido. Num mundo capitalista e consumista em que vivemos, prolifera cada vez mais nomes comerciais de “cunho bíblico” tais como: padaria Pão da vida, pousada Bom Samaritano, sacolão Ebenézer, drogaria Jeová-Rafá, imobiliária Moradas Eternas, bomboniere Maná, vinícula Sangue da Aliança, cemitério Renascer, e a “criatividade” não pára por aí.
Me lembrei de algum tempo atrás em que estava na biblioteca do Seminário, e aí apareceu uma irmã aflita, porque queria um nome para os produtos cosméticos que ela ia produzir. Precisava de um nome “hebraico que fosse forte”. Ora, isso me cheira uma espécie de "kabala gospel”. Mas infelizmente é o que se passa na cabeça de muitos empreendedores evangélicos.
Espero que em nossos “arraiais” o nome do Senhor e as coisas que lhe concernem estejam em seu devido lugar.
Imagine se Deus agisse hoje, como agia nos dias da Lei: “Se não tiveres cuidado de guardar todas as palavras desta lei, que estão escritas neste livro, para temeres este NOME glorioso e temível, O SENHOR TEU DEUS, Então o SENHOR fará espantosas as tuas pragas, e as pragas de tua descendência, grandes e permanentes pragas, e enfermidades malignas e duradouras” Dt 28.58, 59.
Ainda bem que: As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim, Lm 3.22
SANTIDADE AO NOME DO SENHOR!!!

domingo, 15 de novembro de 2009

ENSINAMENTOS DE MÃE

MÃES DE ANTIGAMENTE

Pra lembrar, e rir. Coisas que nossas mães diziam e faziam... Hoje condenada pelos educadores e psicólogos.

Minha mãe ensinou a VALORIZAR O SORRISO
"ME RESPONDE DE NOVO E EU TE ARREBENTO OS DENTES!"

Minha mãe me ensinou a RETIDÃO...
"EU TE AJEITO NEM QUE SEJA NA PANCADA!"

Minha mãe me ensinou a DAR VALOR AO TRABALHO DOS OUTROS...
"SE VOCÊ E SEU IRMÃO QUEREM SE MATAR, VÃO PRA FORA. ACABEI DE LIMPAR A CASA!"

Minha mãe me ensinou LÓGICA E HIERARQUIA...
"PORQUE EU DIGO QUE É ASSIM! PONTO FINAL! QUEM É QUE MANDA AQUI?"

Minha mãe me ensinou o que é MOTIVAÇÃO...
"CONTINUA CHORANDO QUE EU VOU TE DAR UMA RAZÃO VERDADEIRA PARA VC CHORAR!"

Minha mãe me ensinou a CONTRADIÇÃO...
"FECHA A BOCA E COME!"

Minha Mãe me ensinou sobre ANTECIPAÇÃO...
"ESPERA SÓ ATÉ SEU PAI CHEGAR EM CASA!"

Minha Mãe me ensinou sobre PACIÊNCIA...
"CALMA!... QUANDO CHEGARMOS EM CASA VOCÊ VAI VER SÓ."

Minha Mãe me ensinou a ENFRENTAR OS DESAFIOS...
"OLHE PARA MIM! ME RESPONDA QUANDO EU TE FIZER UMA PERGUNTA!"

Minha Mãe me ensinou sobre RACIOCÍNIO LÓGICO...
"SE VOCÊ CAIR DESSA ÁRVORE VAI QUEBRAR O PESCOÇO E EU VOU TE DAR UMA SURRA!"

Minha Mãe me ensinou MEDICINA...
"PÁRA DE FICAR VESGO MENINO! PODE BATER UM VENTO E VOCÊ VAI FICAR ASSIM PARA SEMPRE."

Minha Mãe me ensinou sobre o REINO ANIMAL...
"SE VOCÊ NÃO COMER ESSAS VERDURAS, OS BICHOS DA SUA BARRIGA VÃO COMER VOCÊ!"

Minha Mãe me ensinou sobre GENÉTICA...
"VOCÊ É IGUALZINHO AO SEU PAI!"

Minha Mãe me ensinou sobre minhas RAÍZES...
"TÁ PENSANDO QUE NASCEU DE FAMÍLIA RICA É?"

Minha Mãe me ensinou sobre a SABEDORIA DE IDADE...
"QUANDO VOCÊ TIVER A MINHA IDADE, VOCÊ VAI ENTENDER."

Minha Mãe me ensinou sobre JUSTIÇA...
"UM DIA VOCÊ TERÁ SEUS FILHOS, E EU ESPERO QUE ELES FAÇAM PRÁ VOCÊ O MESMO QUE VOCÊ FAZ PRA MIM! AÍ VOCÊ VAI VER O QUE É BOM!"

Minha mãe me ensinou RELIGIÃO....
"MELHOR ORAR PARA ESSA MANCHA SAIR DO TAPETE!"

Minha mãe me ensinou o BEIJO DE ESQUIMÓ...
" SE RABISCAR DE NOVO, EU ESFREGO SEU NARIZ NA PAREDE!"

Minha mãe me ensinou CONTORCIONISMO...
"OLHA SÓ ESSA ORELHA! QUE NOJO!"

Minha mãe me ensinou DETERMINAÇÃO...
"VAI FICAR AÍ SENTADO ATÉ COMER TODA COMIDA!"

Minha mãe me ensinou habilidades como VENTRÍLOGO...
"NÃO RESMUNGUE! CALA ESSA BOCA E ME DIGA POR QUE É QUE VOCÊ FEZ ISSO?"

Minha mãe me ensinou a SER OBJETIVO...
"EU TE AJEITO NUMA PANCADA SÓ!"

Minha mãe me ensinou a ESCUTAR...
" SE VOCÊ NÃO ABAIXAR O VOLUME, EU VOU AÍ E QUEBRO ESSE RÁDIO!"

Minha mãe me ensinou a TER GOSTO PELOS ESTUDOS...
"SE EU FOR AÍ E VOCÊ NÃO TIVER TERMINADO ESSA LIÇÃO, VOCÊ JÁ SABE!..."

Minha mãe me ajudou na COORDENAÇÃO MOTORA...
"JUNTA AGORA ESSES BRINQUEDOS!! PEGA UM POR UM!!"

Minha mãe me ensinou os NÚMEROS...
"VOU CONTAR ATÉ DEZ. SE ESSE VASO NÃO APARECER VOCÊ LEVA UMA SURRA!"

Brigadão Mãe!!! rs....rs......

Érica Vaz
A TRIBUNA, ES, Vitória, Segunda-feira 26 de Outubro de 2009.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

OS PREJUÍZOS DO "APAGÃO" NO REINO DE DEUS

Na última terça-feira (09/11/2009) por volta das 22:15, quando voltava pra casa fui surpreendido pelas lâmpadas de alguns postes que se apagaram subitamente. Em um primeiro momento achei que era apenas algumas lâmpadas que se queimaram. Não havia me dado conta de que na verdade estava acontecendo um verdadeiro “apagão”.

Ainda estava pensando na aula que acabara de dar sobre tópicos em teologia contemporânea e pós-moderna.

Quando cheguei em casa e liguei a TV, praticamente todos os noticiários estavam falando do apagão que se dera em 18 estados brasileiros e em quase 90% do Paraguai. Os noticiários nem tinham ainda informações precisas das causas do apagão, quando um comentarista já estava falando dos “prejuízos” causados pelo apagão. Nos dias que se seguiram os noticiários tinham sempre em pauta como tema principal o “apagão”. Noticiava-se que o ocorrido redundava não apenas em prejuízos econômicos, mas também em uma disputa política. Assim o Governo petista teve que se explicar à oposição, e foi tema de discussõe dos Senado e Congresso nacional.
Afinal de contas no ocorrido apagão não faltou energia mas problemas nas redes de transmissões.


AÍ PENSEI COMIGO, SERÁ TAMBÉM QUE NÃO NOS DAMOS CONTA DE QUE TAMBÉM HAJA UM “APAGÃO” NO MEIO EVANGÉLICO?

O Senhor Jesus disse: “EU SOU A LUZ DO MUNDO” Mt 4.16, em outro momento também disse: “VÓS SOIS A LUZ DO MUNDO” Mt 5.14. E a narrativa bíblica continua:

Em Mt 5.14-16, o Senhor Jesus nos adverte: Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.

Em Mt 6.23 Ele continuou dizendo: Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!

Em Jo 3.17-21 temos: Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.

Na verdade Jesus continua sendo a LUZ DO MUNDO, mas a impressão que tenho é a de que nós como igreja às vezes não conseguimos TRANSMITIR AO MUNDO a luz de Cristo. E qual seria o prejuízo disso para o Reino de Deus? Será que teríamos como “medir”, “calcular ou dimensionar” os efeitos do “APAGÃO DA IGREJA”?

Pela manhã quando pequei o ônibus para ir para o trabalho lí no “Jornal do Ônibus” uma propaganda sobre a “Marcha para Jesus” que se dará no próximo dia 14/11. Refletí por alguns momentos, se há algum resultado duradouro um evento como esse. Um bando de gente que se diz evangélica que se aglomera pelas ruas da cidade, cada qual seguindo seus líderes, suas convicções doutrinárias e escondidas atrás de uma "identidade denominacional". Isso significa ser luz para o mundo?

Por incrível que pareça, durante o expediente de trabalho tive que pegar um outro ônibus e quando olhei o jornal no “mural” ainda era uma edição antiga e que propagava a “Parada Gay/2009”. Assim passei a pensar que relação poderia haver entre esses dois eventos à não ser o cunho político por trás de tais manifestações.

É surpreendente, mas nesse exato momento quando escrevo estas linhas (11/11/2009) o “Jornal Nacional” acabou de veicular algumas notícias sobre o “apagão de energia” e uma das notícias foi sobre a Promotoria americana que aceitou da Promotoria do Estado São Paulo, denúncia contra a IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS e contra o BISPO EDIR MACEDO e mais 9 aliados que de acordo com o promotor americano Adam Kauffman, eles poderão ser indiciados por estelionato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

O noticiário (rádio, TV e dos jornais) conclui que somente o tempo será capaz de revelar exatamente o que levou ao apagão, e a dimensão do prejuízo causado. E eu fico a pensar comigo mesmo, só o tempo será capaz de mostrar os prejuízos advindos da não transmissão da luz de Cristo à contento, da nossa parte.

Seria isto (a não transmissão adequada da luz de Cristo) fruto da pós-modernidade (relembro a aula que havia dado) ou fruto de uma ação maligna no mundo (como diriam os teólogos pré-reformistas) ?.
SOLA CHRISTUS!!!
SOLA LUX!!!
FIAT LUX ECLESIAE!!!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O SALMO DE DAVÍ, QUANDO ELE TEVE EM MINAS GERAIS

O sinhô é o meu pastô e nada há de me fartá
Ele me faiz caminhá pelos verde capinzá
Ele tamém me leva pros corgos de água carma
Inda que eu tenha qui andá nos buraco assombrado
lá pelas encruzinhada do capeta
não careço tê medo di nada
pru-modo-de-quê Ele é mais forte que o “coisa-ruim”
Ele sempre aprepara pra nóis uma boa bóia
na frente di tudo quanto é maracutaia
E é assim que um dia quando a gente tivé mais-pra-lá-do-qui-pra-cá
nóis vai morá no rancho do sinhô
pra inté nunca mais se acabá…AMÉIM!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

PASSEI PELA "VIA CRUCIS" E VI A AGONIA DOS PROFETAS

Há alguns meses que publiquei aqui um artigo refletindo sobre os profetas de Aleijadinho: A AGONIA DOS PROFETAS: DO BARROCO AO PROFETISMO ESQUECIDO (ou rejeitado). Este final de semana (20/06/09) tive a oportunidade de ir a Congonhas por uma excursão organizada pelo pessoal da Faculdade Batista. Foi muito bom, conheci novos amigos, e pudemos apreciar as obras de Aleijadinho e sua mensagem "profética" para a sua época.
"A AGONIA DOS PROFETAS” assim estampava em caixa alta, o editorial que foi capa do jornal ESTADO DE MINAS de 26/01/09. Esta manchete me fez pensar de imediato que os profetas (do Antigo Testamento) também ‘ainda’ agonizam ante ao desprezo com que suas palavras parecem estar relegadas nos dias atuais. Suas mensagens batiam de frente à corrupção de seus líderes (políticos e religiosos). Tinham uma visão bastante ampla dos problemas sociais, de sua época, enfrentados pelos menos favorecidos a despeito da ganância de grande parte dos ricos e poderosos, e não se calavam, antes, os denunciavam de modo austero e contundente.
Obviamente o referido editorial retratava o descaso ao patrimônio histórico da humanidade que são as esculturas de Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como ‘Aleijadinho’.
Quando visito Congonhas do Campo e demais cidades que guardam o que há de mais belo do barroco produzido no Brasil. Não posso me conter ante a beleza, e ao mesmo tempo o chamamento que aquelas obras de arte nos faz. Ali temos a Bíblia em pedra-sabão.
Aleijadinho produziu um total de 76 estátuas, talhadas em pedra-sabão e cedro. De 1796 a 1799, Aleijadinho trabalhou no conjunto dos Passos. São sete passos: a Ceia, a Agonia no Horto, a Prisão de Cristo, a Flagelação e Coroação de espinhos, a Subida ao Calvário, a Crucificação de Cristo. Encerra toda a história da Paixão. Quando esperamos ver a cruz erguida com o Cristo crucificado, na marcha ascendente, nossa esperança é interrompida pelo Adro dos Profetas. Doze profetas em pedra-sabão foram esculpidos no período de 1800 a 1805. Sem levar em conta a discussão quanto a qual escultura teria sido feita por Aleijadinho ou um dos seus auxiliares, temos aqui uma “Bíblia de pedra-sabão". Cada um dos profetas segura uma plaqueta, com uma frase latina. Vejamos as frases:Isaías: “Depois que os serafins louvaram ao Senhor, um deles trouxe as meus lábios uma brasa com uma tenaz”. Jeremias: “Eu choro o desastre da Judéia e a ruína de Jerusalém; e imploro que se voltem para o Senhor”. Baruque: “Eu predigo a vinda do Messias na carne e os últimos tempos do mundo, e previno os piedosos.”Ezequiel: “Descrevo os quatro animais no meio das chamas, e as rodas horríveis e o trono etéreo”Daniel: “Encerrado na cova dos leões, sou libertado, incólume com o auxílio de Deus”. Oséias: “Toma a adúltera, disse-me o Senhor; eu faço, ela, tornando-se minha esposas, concebe e dá à luz”. Joel: Exponho à Judéia que mal hão de trazer à terra a lagarta, o gafanhoto o brugo e a ferragem”. Amós: “Feito primeiro pastor e, em seguida, profeta, dirijo-me contra as vacas gordas e os chefes de Israel”. Obadias: “Eu vos arguo, idumeus e gentios. Anuncio-vos e vos prevejo pranto e destruição”. Jonas: “Engolido por uma baleia, permaneço três dias e três noites no ventre do peixe; depois venho a Nínive”. Naum: “Exponho que castigo espera Nínive pecadora. Declaro que a Assíria será completamente destruída.” Habacuque: “ó Babilônia, Babilônia, eu te arguo, eu te arguo, ó tirano da Caldéia: mas a ti, ó Deus benigno, canto em salmos.”
Qual a razão de esses 12 profetas interromperem nossa meditação e nosso acompanhamento da paixão de Cristo?
Por que eles caem sobre nós com suas palavras violentas, num crescendum?
Não deveriam eles estar antes dos Passos, apontando para o que há de vir, como profetas que são?
Por que, quando passamos por eles, temos que nos deparar, no portal da igreja, com a coroa de espinhos?
Se nos voltarmos e olharmos para os profetas, vamos ver Isaías, do qual a tradição diz que sofreu o martírio, depois de anunciar o “Servo Sofredor”, à sua frente está Jeremias, do qual se sabe que, muitas vezes foi aprisionado, ameaçado de morte, jogado no poço, por causa de sua coragem; depois Daniel, jogado aos leões por causa de sua fé; Jonas, fugindo e sendo entregue à goela do peixe. Não sofreram todos eles, ao menos uma vez, a sina de Amós, sendo acusados de sedição e expulsos do país?
O profeta consegue inimigos por causa das verdades que diz, não foge aos perigos e está pronto a oferecer a própria vida. E os inimigos são nomeados: Assíria, Babilônia, Caldéia e Edom, as potências que oprimem o povo de Deus e os parentes próximos que se bandeiam para o lado dos conquistadores.
Ali estão os 12, unidos como uma comunidade, com um mesmo destino: atender os restos de uma comunidade, desterrada, formada de fugitivos e exilados, distantes do templo de Deus, longe da terra prometida e da cidade santa, mas devendo ser consolados e permanecer com esperança.
Na falta de documentos escritos só podemos tentar responder à pergunta pela razão dessa interrupção e dessas palavras violentas com um exercício de interpretação.
Os profetas não se satisfizeram em falar apenas do relacionamento espiritual. Eles manifestaram também uma clara preocupação com a pessoa como um todo. Um texto que há muito simbolizava esta preocupação é Amós 5.24: “Antes, corra o juízo como as águas: e a justiça, como ribeiro perene”. É por isso que Amós reserva sua condenação mais severa para os israelitas do norte que “vendem o justo por dinheiro e condenam o necessitado por causa de um par de sandálias. Suspiram pelo pó da terra sobre a cabeça dos pobres e pervertem o caminho dos mansos; um homem e seu pai coabitam com a mesma jovem e, assim, profanam o meu santo nome” (Am 2.6,7). Na verdade, as coisas tinham se tornado tão desprezíveis que pai e filho tinham relações sexuais com a mesma mulher (Am 2.7). Foi por atos sociais de iniqüidade e injustiça deste gênero que Deus tratou com os amorreus antes deles (Am 2.9,10).
Isaías acusa sua audiência de negligenciar justiça e retidão (Is 1.17; 5.7). Ele vê o rico como egoísta (Is 1.15,16). Os líderes são negligentes (Is 1.23), enquanto que os líderes políticos se voltam para as nações pagãs em redor deles para sua segurança militar, em vez de buscar a ajuda de Javé (Is 30.1,2).
Poucos capítulos na Bíblia são tão francos sobre a tentativa de substituição da religiosidade e do formalismo do culto pela prática religiosa que exibe preocupação pelo bem-estar dos outros como Isaías 58.1-12. Enquanto o povo finge ter hábitos corretos na adoração, conhecimento correto de Deus, práticas corretas e liturgia, especialmente como evidenciado nos seus dias de jejum, Isaías não aceita nada disso. Ele observa as pessoas fazerem o que elas querem nos dias de jejum, disputando uma com as outras, tramando maneiras de tirar mais proveito do público, e falta de compaixão pelo próximo e, no entanto, eles ainda esperam ser ouvidos por Deus.
Entretanto, se eles quisessem observar o tipo de jejum que é agradável a Deus eles poderiam começar por soltar as cadeias da injustiça e contrato injustos que eles fizeram com o próximo. Eles poderiam alimentar os famintos, dar abrigo aos sem-teto, vestir os maltrapilhos, e especialmente cuidar de seus parentes. Somente então, a cura voltaria para eles a retidão seguiria na sua frente. Então eles clamariam a Deus e ele diria “Eis-me aqui” (Is 58,9), semelhante À maneira como os mortais devem normalmente responder a Deus.
Está claro que a espiritualidade não pode ser usada ou comercializada como uma desculpa para não se preocupar com as necessidades do pobre, do oprimido, do faminto, do sem-teto, do órfão, da viúva, ou mesmo dos parentes próprios. Mesmo assim, os profetas não foram revolucionários no sentido comum do termo. Conquanto eles chamassem à mudança na estrutura social, eles não faziam isto tentando derrubar ou abater as instituições injustas dos seus dias como sua ofensa de primeira linha. Em vez disso, ele queriam que ocorresse uma mudança na sociedade por meio da mudança que foi operada na vida dos indivíduos. Mais uma vez, a essência do desafio aos seus ouvintes foi: Volta, retorna para o Senhor”.
Estou escrevendo este artigo enquanto a UNESCO publica um relatório em que mais de 800.000.000 (oitocentos milhões) de pessoas no mundo passam fome. E enquanto escrevo essas linhas algumas dezenas delas já morreram por inanição. Por outro lado, vemos as grandes potências gastando bilhões e bilhões de dólares com guerras e terrorismo. Verbas públicas sendo desviadas para particulares aos milhões. Denúncias de ‘mensalões’, ‘mensalinhos’, dólares na cueca, propinas e corrupção generalizada. A lista não tem fim.
Onde estão os profetas???
A voz que vem do gólgota dos profetas do antigo ainda ecoa e não pode ser ofuscada: “Lavai-vos, purificai-vos; tirai de diante dos meus olhos a maldade dos vossos atos; cessai de fazer o mal; aprendei a fazer o bem; buscai a justiça, acabai com a opressão, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva” Is 1.16,17.
Ainda vaticina, o profeta: “Os pecadores de Sião se assombraram; o tremor apoderou-se dos ímpios. Quem dentre nós pode habitar com o fogo consumidor? quem dentre nós pode habitar com as labaredas eternas? Aquele que anda em justiça, e fala com retidão; aquele que rejeita o ganho da opressão; que sacode as mãos para não receber peitas; o que tapa os ouvidos para não ouvir falar do derramamento de sangue, e fecha os olhos para não ver o mal; este habitará nas alturas; as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio; dar-se-lhe-á o seu pão; as suas águas serão certas” (Is 33.14-16).
Queira Deus que nesta nossa geração surjam profetas, que à despeito das facilidades que muitos apregoam ser o evangelho, estejam dispostos a ‘tocar a trombeta’ sobre o juízo de Deus contra toda maldade na terra!
OS PROFETAS AGONIZAM:
ouçam a voz do Senhor, que diz: A quem enviarei, e quem irá por nós? (Is 6.8).

MENESTREL

William Shakespeare
Depois de algum tempo você aprende a diferença:
A sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se.
E que companhia nem sempre significa segurança.
Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam…
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…
E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.
Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

EVANGÉLICOS NA REDE GLOBO


EVANGÉLICOS NO JORNAL NACIONAL
Essa semana (26-29/05/2009) a REDE GLOBO veiculou no JORNAL NACIONAL uma série de reportagens intitulada “Evangélicos” e que tratou dos evangélicos e que estão fazendo quanto à assistência social. Um reportagem muito bem feita por sinal. Confesso que em dado momento me causou um certo espanto e admiração. Até porque a REDE GLOBO tem um histórico de uma relação não muito amistosa com os evangélicos. Novelas de certa forma já ridicularizaram os “crentes”, pastores etc. Também nunca foram de noticiar eventos públicos promovidos por evangélicos. Além do mais, quando algum pastor ou político evangélico comete atos falhos, a GLOBO sempre noticiou isso com muita ênfase.

Agora, essa reportagem parece apontar em outra direção.
Estaria a REDE GLOBO mudando a sua concepção sobre os evangélicos? Mas de que forma? E por quê? Qual o interesse disso? Como os evangélicos passaram a serem vistos? O que será que está acontecendo? Seria eu que teria alguma coisas contra eles, ou a atitude deles é que parece suspeita?
Essas e outras perguntas me vieram a cabeça. De certo modo já tinha minha concepção formada sobre esta brusca mudança. Mas preferi ouvir o que as pessoas estão falando. No geral as pessoas falam da forma que pensam. E ontem dentro de um coletivo ouvi uma senhora comentado com a outra: “você viu menina, até a GLOBO tá reconhecendo que Jesusr. Eles ( a GLOBO) tiveram que dar o braço a torcer e reconhecer que estavam errados. O nome de Deus está sendo glorificado. A própria bíblia diz que ”.
E pelo que ouvi no desenrolar da conversa é que aquela senhora havia ouvido o pastor de sua igreja dizer isso na pregação dominical. Então pensei comigo, será que tais pessoas assistiram o mesmo programa que eu? Ou, será que eu é quem sou incrédulo o bastante pra não perceber um “agir divino” nisso tudo?
Então hoje resolvi ponderar algumas coisas aqui:
1) É de se estranhar que haja um reconhecimento por parte de algum canal de televisão do “serviço humanitário” dos evangélicos, uma vez que ainda estamos muito aquém do ideal. Na verdade são poucas igrejas que levam a assistência social à sério. Não estou dizendo que o trabalho não esteja sendo feito, mas que se considerarmos a proporção de igrejas evangélicas envolvidas em assistência social com os que não estão, o número é bastante ínfimo. Entendo que embora esta não seja a principal tarefa da igreja, ela se faz necessária para o cumprimento integral da missão evangélica. Visto desta forma, há ainda muito o que fazer. Então o pouco que é feito, creio não ser suficiente para tomar tal destaque. O trabalho de assistência social no meio evangélico muitas é renegado ao “último” plano, e na maioria das vezes é feito apenas para justificar a isenção de impostos ou para se conseguir alguma verba extra para as obras (construções) da igreja.
2) Se a GLOBO noticiou alguma atividade dos evangélicos, não significa de forma alguma que ela tenha reconhecido Jesus como Senhor. Até porque em nenhum momento da programação se propôs isto em suas reportagens.
Tal pensamento, obiviamente, é fruto da mentalidade fértil de gente que vê as coisas sem contudo refletir o que se passa de fato. Para pessoas que pensam que com isso o evangelho está tomando lugar no mundo, é bom lembrar que em momento algum da história da Igreja, o Evangelho precisou de artifícios humanos, muito menos de um canal de comunicação, para surtir o seu efeito.
É preciso recordar o que a Bíblia diz do Evangelho:
Cl 2.12 “porque o NOSSO EVANGELHO não foi a vós somente em palavras, mas também EM PODER, E NO ESPÍRITO SANTO, e em muita certeza, como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós.”
Rm 1.4 “Porque não me envergonho do EVANGELHO DE CRISTO, pois É O PODER DE DEUS para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego.”
O Evangelho por si só produz aquilo que deve ser produzido.
O que é preciso se perceber é que a GLOBO não vê nos evangélicos a essência do Evangelho como sendo poder Deus para a transformação do ser humano. O olhar “global” é meramente o olhar do mundo que é regido pelo "capetalismo", onde o que vale mesmo é o “poder de consumo”. As pessoas não são vistas como pessoas, como gente, como seres humanos, mas como meros consumidores em potencial. Não importa quem são, o que pensam, e muito menos o que crêem. Importa se elas são consumidores ou não. E é nessa perspectiva que a GLOBO direciona os seus olhares para os evangélicos. Afinal de contas o número de evangélicos hoje já é bastante expressivo. Com um crescimento acelerado, e considerando-se os muitos segmentos que o movimento evangélico abarca, tem se neles uma fatia considerável do “mercado de consumo” brasileiro. A eles (REDE GLOBO) não lhes interessa a mensagem do evangelho, mas sim o que os evangélicos representam como consumidores em potencial. Ou seja, o que eles podem comprar, gastar, adquirir de produtos. E tendo em vista hoje que a principal emissora concorrente à REDE RECORD, que direciona a sua programação ao segmento evangélico, então não se pode perder a bocada.
Seria então muita ingenuidade nossa (evangélicos) achar que a GLOBO reconhece o Evangelho e muito menos o Senhor Jesus. Para uma emissora que tem um programa semanal chamado “pequenas empresas, grandes negócios”, basta um pulo muito pequeno para se ter um outro chamado “PEQUENAS IGREJAS, GRANDES NEGÓCIOS”.
Então minha gente evangélica vamos deixar de ser tolos, insensatos, néscios, incautos, faltos de entendimento. DESPERTA BRASIL EVANGÉLICO. E LEVANTEMOS A BANDEIRA DA SALVAÇÃO!!!
Não podemos tirar o foco do Evangelho àquele que o sustém CRISTO, SENHOR NOSSO, PODEROSO SALVADOR, AQUELE QUE COM SEU PRECIOSO SANGUE NOS RESGATOU... AQUELE QUE AMOU A IGREJA E SE ENTREGOU POR ELA.
A ELE, E TÃO SOMENTE ELE: HONRA, GLÓRIA, PODER E MAJESTADE DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO...
AQUELE QUE É SENHOR DO UNIVERSO.
"Quem tem ouvidos pra ouvir, ou o que o Neemias (pretencioso que só!) diz"
No temor e tremor do Senhor,

terça-feira, 2 de junho de 2009

RIR É O MELHOR REMÉDIO - 1 "A profissão mais antiga"

A PROFISSÃO MAIS ANTIGA

Três homens estavam conversando e discutiam qual tinha a profissão mais antiga:

O primeiro falou:
- A minha profissão é a mais antiga. Quem você acha que ajudou a construir a Arca de Noé?:
Um marceneiro é claro!
O segundo:
- Que nada, a minha é muito mais antiga. Quem você acha que plantou cuidou de todas as árvores e flores do Jardim do Édem?
Um jardineiro!
O Terceiro:
- Vocês estão por fora, a minha é sem dúvida a mais antiga. Quando Deus falou “Haja Luz”, quem vocês acham que fez toda a instalação elétrica!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

QUANDO O CINTO SE ROMPE!


Hoje pela manhã quando estava colocando o cinto na calça como de costume, ele quebrou. Se quebrou onde dificilmente quebraria, na fivela. Quando isto aconteceu, lembrei-me do cinto roto descrito em Jr 13.1-11, e de várias outras ocasiões em que o cinto é descrito na Bíblia. Há pelo menos cinco palavras hebraicas e uma palavra grega para cinto1.
1) Abnet usada 9 vezes em Ex 28.4, 39, 40, Lv 8.7, 13 e Is 2.21.
2) Ezor, 14 vezes em II Rs 1.8; Is 5.27; 11.5; Jr 13.1, 2, 4, 6, 10 e 11.
3) Chagor usada 4 vezes em I Sm 18.4; II Sm 20.8; Pv 31.24 e Ez 23.15.
4) Chagorah ocorre 3 vezes em 2 Sm 18.11; i Rs 2.5 e Is 3.24.
5) Mezach aparece apenas uma vez em Sl 109.19, e
6) Zóne que ocorre 8 vezes em Mt 3.4; 10.19; Mc 1.6; 6.8; At 21.11, Ap 1.13; 15.6.
O uso de pelo menos 39 registros da palavra cinto no texto bíblico. Isto significa que este não era apenas uma peça de enfeite de vestuário. Não era apenas uma faixa de pano para ser usada á altura da cintura, como também certa variedade de cinturões. Os cintos eram usados para ajustar à cintura a roupa debaixo e a túnica.
Alguns cinturões eram feitos de couro (2 Rs 1.8; Mt 3.4); outros eram feitos de tecido (Lv 16.4; Jr 13.1). O cinturão de alto luxo luxo era de ouro (Dn 10.5 e Ap 1.13). O cinto do sumo sacerdote de Israel era altamente decorativo, completo de bordados (Ex 28.39; 39.29). Além de deixar no lugar as peças de roupa, em torno do corpo, um cinto também era lugar conveniente para segurar uma espada (2 Sm 20.8) ou outro instrumento (tinteiro, Ez 9.3).
Além do uso literal do termo “cinto” ou “faixa” enumerados acima, estes termo também são usados na Bíblia com sentido figurado:
a) cingir os lombos, Lc 12.35: significa preparar-se para o serviço.
b) cinto de grosseiro, indicava humildade ou tristeza (Is 3.24; 22.12).
c) força, atividade ou poder. De fato, na lista de vocábulos hebraicas acima, a quinta dessas palavras “mezach”, em duas ocorrências significa “força” (Jó 12.21 e Is 23.10).
d) O cinto do Messias refere-se à sua retidão e fidelidade (Is 11.5).
e) Na metáfora da armadura, no sexto capítulo da epístola aos Efésios, o cinto simboliza a verdade (vs. 14).
É no campo das metáforas que a palavra cinto ganha significado. Por exemplo, na profecia de Jeremias (13.1-11) contra Israel:
Assim me disse o SENHOR: Vai, e compra um cinto de linho, e põe-no sobre os teus lombos, mas não o metas na água. 2 E comprei o cinto, conforme a palavra do SENHOR, e o pus sobre os meus lombos. 3 Então, veio a palavra do SENHOR a mim, segunda vez, dizendo: 4 Toma o cinto que compraste, e trazes sobre os teus lombos, e levanta-te; vai ao Eufrates e esconde-o ali na fenda de uma rocha. 5 E fui e escondi-o junto ao Eufrates, como o SENHOR me havia ordenado. 6 Sucedeu, pois, ao cabo de muitos dias, que me disse o SENHOR: Levanta-te, vai ao Eufrates e toma dali o cinto que te ordenei que escondesses ali. 7 E fui ao Eufrates, e cavei, e tomei o cinto do lugar onde o havia escondido; e eis que o cinto tinha apodrecido e para nada prestava. 8 Então, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: 9 Assim diz o SENHOR: Do mesmo modo farei apodrecer a soberba de Judá e a muita soberba de Jerusalém. 10 Este povo maligno, que se recusa a ouvir as minhas palavras, que caminha segundo o propósito do seu coração e anda após deuses alheios, para servi-los e inclinar-se diante deles, será tal como este cinto, que para nada presta. 11 Porque, como o cinto está ligado aos lombos do homem, assim eu liguei a mim toda a casa de Israel e toda a casa de Judá, diz o SENHOR, para me serem por povo, e por nome, e por louvor, e por glória;
Aqui, temos a figura do cinto quebrado não serve para nada. Quebrado por apodreceu-se. E de inesperadamente ele se rompe. Na hora em que há necessidade dele, ele se quebra. Quando Isaías (11.5) fala do rebento de Jessé, ele diz:
E a justiça será o cinto dos seus lombos, e a verdade, o cinto dos seus rins.
Mais uma metáfora para o termo cinto. Cinto da justiça nos lombos, ou no rins. Nesse período cria-se o pensamento originava-se nos rins, assim como a sede das emoções seria o coração. Então ter lombos cingidos com justiça, seria o mesmo que dizer que os nossos pensamentos devem ser palpados na justiça.
Mas quando o cinto se rompe ou quebra, ele deixa de ter a sua função. E quantos “cintos quebrados” por aí. É o filho que maltrata o pai! (o jornais de ontem noticiaram de um filho que deu golpes de machado no pai por questões ínfimas), a filiação renegada. É o pai de família que abandona os filhos e a esposa e vai em busca de uma outra família, a paternidade negligenciada. É a esposa que se cansa da indiferença do marido e pede a separação! (Conheço um rapaz que está passando por tal situação. A esposa lhe pediu o divórcio. Mas como se deu isto, se eles se amavam tanto? Tal rapaz era fascinado pela esposa. Ela era a paixão de sua vida. Agora estava indo embora! O que teria acontecido? Tal como um jardineiro que plantou um jardim, e ficou fascinado com nascer da mais bela roseira. Deixou-se levar pelo encanto daquela roseira. Todos os dias parava para contemplá-la. Como aquela roseira era linda! O jardineiro a comparava com as demais roseiras e nenhuma delas superava a sua beleza. Ah! E o cheiro? O cheiro era delicioso! Mal aquentava esperar o entardecer para desfrutar do perfume suave e doce que exalava daquela roseira. Mas de repente um dia quando ele deu por fé, aquela linda roseira estava vindo ao chão, murcha e sem flores. Mas como pôde acontecer isto? O jardineiro vislumbrado e embevecido com a beleza daquela roseira, esquecera-se de que era necessária aguá-la. Esqueceu-se de colocar adubo e cortar-lhe as folhas mortas. Não preparou o terreno para que as raízes da roseira pudessem se estabelecer. Agora ela simplesmente estava morta, sem vida, sem cheiro e sem cor.)
Para esse irmão de que falei, cuja esposa lhe pediu a separação, aconteceu isso. Ele errou por amar demais. Amar e não cuidar. Amar e não criar condições de vida! É o cinto do amor que se rompe. É o cinto que quebra porque está podre. Quanto à aparência, era belo, mas quanto a sua estrutura estava fragilizado.
Quando percebí que o meu cinto estava quebrado, tive que substituí-lo por outro. Aquele já não prestava mais.
1 Algumas traduzem cinto como FAIXA.

terça-feira, 14 de abril de 2009

TEOLOGIA DA IGREJA: uma igreja segundo os propósitos de Deus

MULLOLLAND, Dewey M. Teologia da Igreja: uma igreja segundo os propósitos de Deus. São Paulo: Shedd Publicações, 2004. 252 p.(RESENHA)


O autor propõe em seu livro não uma discussão ou debate, mas uma pesquisa à respeito de sua compreensão da igreja segundo os propósitos de Deus, tomando por base as Escrituras. O texto na verdade, não nasceu como livro, mas é fruto de seus apontamentos individuais para suas aulas de Eclesiologia na Faculdade de Brasília, onde lecionava. Por ter esse caráter mais didático, é fácil perceber que o autor dividiu catorze capítulos de seu livro em quatro partes principais: natureza, ministério, missão e forma da igreja.
O autor introduz o livro levantando questionamentos sobre como vão as igrejas. Observa que a igreja foi criada e arquitetada por Deus, Cristo deu a sua vida por ela e o Espírito Santo foi enviado para lhe dar poder para cumprir sua missão terrena, chamando os pecadores para a comunhão, na esperança da eternidade. Assevera que a igreja do ponto de vista humano está passando por crise e que esta crise é de identidade, e daí conclui que a identidade da igreja deve ser determinada segundo a Bíblia, pois a eclesiologia constitui-se como doutrina central das Escrituras.
Após essa breve introdução, segue-se o capítulo1 onde apresenta alguns termos e metáforas que definem a natureza da igreja. Destaca os termos tais como ekklesia, igreja – o povo de Deus, koinonia por serem os termos principais para se captar os ensinamentos bíblicos centrais juntamente com as implicações práticas para a vida do dia-a-dia das igrejas. No capítulo 2, apresenta algumas metáforas tais como: corpo de Cristo, família de Deus, noiva de Cristo, templo, santuário ou edifício de Deus, cujo teor expressa algumas características da natureza intrínseca da igreja, bem como dos propósitos de Deus para ela.
Após enumerar termos e metáforas que designam a natureza da igreja, o autor dedica ao capítulo seguinte, um breve resgate do percurso da igreja ao longo de sua história, porque entende que assim é possível encontrar uma melhor maneira de agir para estabelecer igrejas como Deus quer, através do aprendizado das lições que a história fornece. Assim, afirma o autor, evita-se repetir erros e perder bênçãos.
Na segunda parte do livro, Mulholland, dedica o capítulo 4 para tratar dos ministros da igreja. À partir do modelo trinitário, analisa o ministro do ponto de vista divino como fator fundamental para manter a unidade da igreja. Defende a idéia de que todos os membros do corpo de Cristo são ministros de Deus, e entende que Deus designou apóstolos, profetas, evangelistas, pastores, mestres e outros ministros como ‘obreiros de apoio’ buscando o aperfeiçoamento da igreja. Avalia também o ministro em seu aspecto humano, enumerando algumas qualidades que, segundo ele, são essenciais para a saúde da igreja e primordiais que todos como ministros que são, tenham: humildade, mansidão, longanimidade e tolerância.
No capítulo 5, trata do ministério pastoral. Após inferir que as pessoas de um modo geral têm uma concepção errada de um pastor ideal, passa a apresentar a metáfora ou figura do pastor de ovelhas apresentada na Bíblia. Daí, pretende fundamentar sua concepção de ministério universal da igreja apresentada no capítulo anterior, ou seja, todos membros são ministros da igreja, e o pastor o auxiliar desses ministros.
No capitulo 6, apresenta os processos de relacionamentos chamados discipular e mentorear, bem como examina seu papel na vida de pastores que procuram equipar os santos para seus ministérios. Inclui também uma introdução ao relacionamento entre pastores que procuram ajudar uns aos outros. O autor encerra a segunda parte, com o capítulo 7, apresentando o aspecto do servir daquele que se diz seguidor de Cristo. À partir do exemplo e ensino de Cristo, traça um perfil dos líderes como servos, dos liderados como servos e da igreja como uma comunidade serva. Mostra como ao longo da história da igreja houve alguns desvios por parte de alguns líderes que se afastaram do modelo apresentado por Cristo, o clericalismo. Entende que a distinção entre clero e laicato contribui para o desaparecimento da preciosa doutrina neotestamentária do sacerdócio de todos os crentes.
Na terceira parte do livro, capítulos 8, 9 e 10, Mulholland, trata da missão global da igreja que é a de servir a Deus diretamente em adoração, servir aos santos em nutrição e servir ao mundo em testemunho. A missão global da igreja expressa-se no fato de que a igreja fundada sobre Jesus Cristo, o Supremo pastor, existe para a glória de Deus. O ministério de Jesus continua através da liderança colegiada, exemplos para o rebanho que estabelece as estruturas para o desempenho dos diversos ministérios dos servos de Deus. A missão interna se constitui em ministérios de adoração, interdependência e edificação, enquanto que a missão externa à evangelização e compaixão tendo em vista glorificar a Deus.
Por fim, na quarta parte do livro, o autor faz algumas considerações sobre a igreja como organização. Elabora um pequeno roteiro do desenvolvimento da igreja como organização desde o seu surgimento, bem como de suas formas históricas de governo: a episcopal, presbiteriana e congregacional. Apresenta então alguns critérios para a avaliação das estruturas eclesiásticas, e os aspectos da igreja como instituição e o perigo do institucionalismo eclesiástico. Para encerrar faz algumas considerações sobre os grupos paraeclesiásticos, desde uma conceituação até a avaliação destes.

terça-feira, 7 de abril de 2009

DEUS ESTAVA EM CRISTO: um ensaio sobre a encarnação e a expiação

BAILLIE, Donald Macperson. Deus estava em Cristo: ensaio sobre a encarnação e a expiação. 2ª ed. Rio de Janeiro: JUERP/ASTE, 1983. 263p. (RESENHA)


O autor foi professor de teologia sistemática na University of Saint Andrews na Escócia, seus país de origem. Viveu entre os anos de 1887 a 1954. Junto com seu irmão John Baillie, fez parte do movimento que se chamou "a teologia da reconstrução" na Escócia durante os anos 1920-1950, a qual foi uma resposta neo-ortodoxa ao que ele considerava ser o evangelho liberal da primeira metade do séc. XX na Europa.
Este livro é sua obra prima, apesar de que ele mesmo o denomine apenas como um ensaio sobre a encarnação e a expiação de Cristo, de que não se tenha notícia de que ele tenha escrito outros mais. Como professor de teologia dava muitas palestras, e algumas delas foram inseridas no livro.
Baillie propôs restabelecer o equilíbrio na cristologia, frente a eruditos como Karl Rudolf Bultmann, Karl Barth e Emil Brunner, que diziam que não era possível saber nada com segurança sobre o "Jesus histórico", mas que o "Cristo da fé" era o mais importante na teologia bíblica. Baillie argumentou dizendo que não pode existir um "Cristo da fé" sem que esse Cristo tenha se manifestado numa forma completamente humana na história.
O livro está dividido em nove capítulos e dois apêndices. O primeiro capítulo, a encruzilhada da cristologia, indica dois fatores, segundo Baillie, que produziram a situação peculiar em que se encontra atualmente a Cristologia: a opinião geral de que não deve haver mais Docetismo que anule a completa humanidade de nosso Senhor Jesus Cristo e a controvérsia levantada pelo novo estudo da história do Evangelho, na escola da Critica da Forma. No capítulo dois, trata de como compreender o movimento "Jesus da historia", que tanta influência exerceu na Teologia do princípio do século passado, e a forte reação que produziu transformando-se numa das feições características da Teologia hodierna. Procura estabelecer a verdadeira questão em foco e onde se encontra a verdade.
No capítulo três, o autor defende a necessidade de se ter uma Cristologia que considere a interpretação cristã da Historia convencida de que Deus se fez homem, na pessoa histórica de Jesus. No quarto capítulo, o autor critica certas expressões do pensamento cristológico, na Teologia moderna. Segundo o autor, pode haver três tendências que exijam exame e critica. Em primeiro lugar estão as tentativas de elaborar o significado da Encarnação na base da An-hipostasia, em que em Cristo não havia uma personalidade humana distinta, mas apenas uma personalidade divina, que assumiu a natureza humana. Em segundo lugar, trata da construção de uma Cristologia sobre a idéia da Kenosis divina, ou das teorias kenóticas; e em terceiro lugar a Cristologia bastante característica de Karl Heim, que emprega as idéias de Liderança e Senhorio.
No quinto capítulo, Baillie partiu diretamente para o problema central da sua Cristologia, o paradoxo da encarnação. Em sua compreensão é preciso ressaltar a união do divino e do humano em Jesus nos dias de sua humanidade. Daí, parte para o sexto capítulo onde trata da encarnação e a trindade. Ao analisar o que chama de antecedentes e conseqüentes da Encarnação, trata do que a Igreja sempre acreditou a respeito da pré-existência de Cristo, como o Filho eterno de Deus, e sobre o seu contínuo ministério e presença com o seu povo em todas as épocas, através do Espírito Santo. Apresenta então, todo o problema do que pretende entender com as distinções entre Pai e i Filho, e ainda, entre o Espírito Santo e o Pai e o Filho.
No capitulo sete, o autor demonstra, primeiro, como o esforço de se alcançar a vida boa e virtuosa fracassa sem a mensagem do perdão dos pecados. Enfatiza o fato de que há uma disposição de Deus para perdoar gratuita e abundantemente ao pecador penitente. E que Deus não apenas perdoa gratuitamente que pecador que se arrepende, mas vai até mesmo em busca do pecador que não se arrependeu, como um pastor que sai em busca da ovelha perdida. Segundo, é enfático sobre como este perdão deve estar baseado na doutrina da expiação divina. A reconciliação do homem com Deus se dá em ultima análise, por iniciativa única de Deus, que é quem carrega a ofensa e paga o preço.
No capítulo oito, o autor chega a pergunta inevitável, que relação tem tudo isto com a Cruz de Cristo? O autor entende que a expiação é uma conseqüência imediata da encarnação. Para ele, a religião da Encarnação é também a religião da Expiação. É porque "Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões". Quando se recebe esta mensagem e se aceita o perdão dos pecados, começa-se então a ser livre de si mesmo. Porque Deus não imputa aos homens as suas transgressões, esses não devem considerar como suas essas virtudes. Sua confissão será: não eu, mas a graça de Deus.
O capitulo nove, já é um epílogo atribuindo a Igreja como o instrumento divino da reconciliação através dos tempos, sendo que para este fim a função perpétua da Igreja é proclamar, por meio da Palavra e Sacramento e pela sua vida total, a mensagem do que Deus fez em Jesus Cristo. A Igreja, e somente a Igreja, assevera, pode contar a "história sacra", porque é uma confissão e um testemunho entre os homens: a saber, que Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra de reconciliação.
Baillie aborda a matéria de seu estudo com competência e revela familiaridade com o pensamento teológico contemporâneo. Seu método não e especulativo ou metafísico: o mistério da Pessoa de Cristo é tratado de perspectiva estritamente religiosa. Seu escopo não e formular uma teoria ou dar uma explicação cabal; visa ajudar os que se defrontam com a questão. Como trabalho judicioso, sem sentimentalismos ou retórica apenas, este livro destina-se tanto ao teólogo como ao homem típico de nossos dias.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

HOJE FUI AO SHOPPING DA FÉ



Como documentalista nas horas (vagas?) trabalho em vários lugares diferentes. Hoje estive em Esmeraldas. Uma das cidadezinhas da grande BH. Com mais ou menos uns 60.000 habitantes, à distância de pouco mais de 50km da Praça Sete. Na minha visita a esta cidadezinha, me sentí em Atenas (guardadas as devidas proporções) dos dias de Paulo. Quando cheguei na praça da matriz, me deparei com algo no mínimo inusitado. Na principal das esquinas o quadro que ví foi o seguinte: de um lado a Matriz da Paróquia de Santa Maria Gertrudes, do outro lado o Fórum, na outra esquina a Prefeitura, em frente uma enorme loja (para o tamanho da cidade) chamada o SHOPPING DA FÉ, que me chamou bastante atenção. Eu achava que já tinha visto de tudo, corrente poderosa de fé, show da fé, espetáculo de Deus, o encontro, shopping evangélico etc. Agora pude entrar Shopping da fé.
Coincidência ou não, pra dizer verdade, no trajeto até aquela cidade, estive pensando no apelo mercadológico a que a fé está submetida. Ouví a semana passada de um destes pastores televisos o que parecia ser um “mantra” evangélico para este momento de crise. Ele colocou todo o seu auditório para repetir a seguinte máxima de fé: o mundo está em crise, mas eu não! Repita isto para você mesmo, disse ele. Diga ao seu irmão da esquerda, agora ao da direita, cutuque o que está à sua frente etc. Me preocupa o neo-medievalismo que estamos vivenciando. A teologia de muitos crentes (e não crentes) hoje está beseada no seguinte tripé: “Deus abençoa quem se sacrifica, honra quem persevera e abomina quem retrocede”. Nesta perspectiva “sacrifício” é entendido como oferta financeira na corrente de fé, que pode durar três, cinco, sete, doze, vinte ou quarenta dias. Se o indivíduo não alcançar a "graça ou a vitória" no período da campanha ou da corrente, não deve desanimar. Só não pode faltar nenhum dia, se não “quebra” a corrente e tem de começar tudo de novo, tem que perseverar. Ora, na idade média, se vendia lascas da cruz, ossos de João Batista, lágrimas de Cristo, etc. E hoje? Mudaram-se os tempos, mas os costumes não. Só passaram a ter outros nomes, mantenedor fiel, sócio evangelizador, investidor no reino dos céus. Enquanto Tetzel anunciava em alto tom que “o som da moeda que ressoa no fundo do baú liberta as almas do purgatório”, os Tetzels de hoje anunciam “quando você pagar o boleto bancário ou fizer o débito automático para ajudar meu ministério, liberará bênçãos sem medidas (dez por um, cem por dez, mil por cem) dos celeiros celestiais”. Cena esta que não deixaria Lutero menos aterrorizado do que quando de sua visita a Roma.
Agora lá estava eu no SHOPPING DA FÉ e diante de mim: velas, vasos para vaporizões de raízes, imagens de São Jorge empunhado de sua espada e montado em seu imponente cavalo, imagens dos mais diversos santos, Bíblias, rosários, crucifixos, livros de rezas, fitinhas do Senhor do Bonfim, e pasmem, livros evangélicos de auto-ajuda do tipo: 7 passos para o sucesso, 5 princípios para prosperidade e etc., envelopes para campanhas e dízimos, fitinhas de campanhas do tipo: “Deus não se esqueça de mim, porque sou dizimista!” e etc.
Fiquei estarrecido com o apelo mercadológico que fizeram da fé. E pensei comigo mesmo, nos dias Jesus ele perguntou: Quando, porém, vier o Filho do Homem, porventura, achará fé na terra?, Lc 18.8. E hoje? Qual seria a sua pergunta? Talvez, “haverá na terra tanto dinheiro para gastar com a fé?”

quinta-feira, 2 de abril de 2009

O CORPUS PAULINUS E SUAS FONTES VETEROTESTAMENTÁRIAS


por Neemias de Oliveira1
RESUMO: Neste artigo procurou-se verificar quais foram as fontes disponíveis para a formação do Novo Testamento, mais especificamente o corpus Paulino. Observou-se que o apóstolo Paulo não foi apenas quem mais citou o Primeiro Testamento, tanto de forma direta ou implícita, mas também, quem dispôs das mais variadas formas do texto das Escrituras hebraicas. Destacou-se como e quais as formas que as cartas paulinas dependem de uma ou mais passagens das Escrituras.
PALAVRAS-CHAVE: Escrituras hebraicas, septuaginta, corpus Paulino, citações.
Introdução
A Bíblia dos autores do Novo Testamento eram as Escrituras judaicas, que posteriormente passaram a ser denominadas Antigo Testamento, e mais recentemente Primeiro Testamento.2 A Bíblia era central na vida deles, como também na dos rabinos, essênios, e demais grupos religiosos de sua época.
Uma importante questão é qual versão das Escrituras os autores neotestamentários usaram em seus escritos, uma vez que em seus dias, o texto do Primeiro Testamento existia em três formas lingüísticas: a Bíblia Hebraica, a Septuaginta e os targuns.
3 Ao que parece, predominam as citações da Bíblia Hebraica e da Septuaginta, e nessa ordem. Devido à limitação de se ter em mãos todas estas obras, os autores do Novo Testamento, em alguns dos casos teriam citado as Escrituras de memória. Daí, surge outra questão não menos importante: qual versão eles teriam memorizado? Tomando Paulo como exemplo, pode-se distinguir quando ele cita a Bíblia Hebraica ou a Septuaginta porque nem sempre esta seguiu o texto hebraico de forma consistente, o mesmo ocorre com os demais autores do Novo Testamento.
Outra questão a considerar é quais as formas de citação que Paulo faz das Escrituras em seus escritos, ou seja, como eram essas citações, se diretas, formais ou indiretas, ou apenas alusões. Também se poderiam ser paráfrases, traduções livres, dos próprios autores em alguns casos.
O CORPUS PAULINO
O nome de Paulo aparece em treze das vinte e uma cartas do Novo Testamento endereçadas a comunidades distintas, ou a indivíduos. No entanto a autoria paulina é questionada, por vários estúdios, em quase metade delas. Assim sendo, designa-se aqui como o corpus paulino as sete cartas tidas como autênticas ou cuja autoria paulina é incontestável. São elas: 1 Tessalonicenses, Gálatas, Filipenses, Filemom, 1 e 2 Coríntios e Romanos.4
1 FONTES VETEROTESTAMENTÁRIAS
AS ESCRITURAS HEBRAICAS
Todo o AT foi escrito em hebraico, o idioma oficial da nação israelita, exceto algumas passagens de Esdras, Jeremias e Daniel, que foram escritas em aramaico.
O hebraico faz parte das línguas semíticas, que eram faladas na Ásia (mediterrânea), exceto em bem poucas regiões. As línguas semíticas formavam um ramo dividido em grupos, sendo o hebraico integrante do grupo cananeu. Este compreendia o litoral oriental do Mediterrâneo, incluindo a Síria, a Palestina e o território que constitui hoje a Jordânia.
A SEPTUAGINTA
A Septuaginta é uma tradução do Primeiro Testamento hebraico para o grego. O seu nome “septuaginta” vem diretamente do latim, com o sentido de setenta, o que explica sua familiar representação em números romanos, “LXX”. Esse nome deriva-se da tradição que diz que essa versão foi feita por setenta (ou setenta e dois) anciões judeus, durante o reinado de Ptolomeu II Filadelfo, tendo, sido feito na cidade de Alexandria, no Egito (284-247 a.C.). A razão dessa tradução do hebraico para o grego foi que os judeus que tinham voltado do exílio babilônico, após três gerações, haviam-se esquecido do hebraico. Muitos deles falavam o aramaico, mas, desde que a região da Palestina passara a fazer parte do império dividido de Alexandre, o Grande, os judeus também aprenderam a falar o grego, que se tornara a língua franca de toda aquela circunvizinhança.5
OS TARGUNS
A segunda mais importante versão antiga, é na realidade uma coleção de diferentes escritos conhecidos como targuns aramaicos, de uma palavra aramaica antiga que significa ‘traduzir’, ou ‘interpretar’. Como no caso da LXX, os Targuns eram resposta a uma necessidade prática. Depois do cativeiro, o aramaico gradualmente tomou o lugar o hebraico como linguagem popular.6 Os Targuns foram primeiro paráfrases orais das Escrituras hebraicas, ensinadas nas sinagogas, que finalmente vieram a ser escritas. Nesse tempo, a leitura em público, das Escrituras, era seguida de explicação pelo leitor, para que o povo pudesse entender, Ne 8.8.
Contém muitas adições, interpretações e paráfrases livres. Mesmo assim esclarecem pontos difíceis do texto original usado pelos escribas, entre os quais se originaram os Targuns. Revelam também os métodos de interpretações usados pelos judeus daquele período.
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O MIDRASH
O Midrash (pl. midrashim) ou midraxe era constituído de uma exposição exegética feita pelos rabinos e eruditos acerca das Escrituras hebraicas. O termo hebraico, proveniente do verbo darash, procurar, investigar, indica tanto o método de exegese quanto a produção literária dele resultante.8 O midraxe nascido na escola como pesquisa normativa, é chamado midrash haláquico. O midrash nascido na sinagoga como comentário edificante de leituras bíblicas litúrgicas é denominado midrash hagádico.
FONTES VETEROTESTAMENTÁRIAS NO CORPUS PAULINOS
Paulo, então, tinha diante de si várias opções: a versão grega (septuaginta), a Bíblia hebraica e versões em aramaico. Um estudo cuidadoso demonstra que ele usou a Septuaginta, como Filo e, possivelmente, Josefo, que também utilizou-se do texto hebraico, como os rabinos e Qumran, e que ainda usou targuns9. Predominam se as citações da Bíblia hebraica e da Septuaginta, nessa ordem.10 Pode-se distinguir quando Paulo cita uma ou outra porque nem sempre a Septuaginta seguiu o texto hebraico de forma consistente.
Além do uso das Escrituras hebraicas e da LXX, Paulo também combina tradições exegéticas rabínicas e heleno-judaicas.
Embora não se atenha a nenhum esquema, encontram-se nos escritos Paulinos citações literais, variações livres, alusões, associações de conteúdos: mandamentos, fatos, pessoas.
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2 CITAÇÕES FORMAIS OU DIRETAS
As citações formais ou diretas são aquelas transcrições de passagens cujo emprego de frases ou sentenças se deu na íntegra ou em partes, mas com sentido completo. Uma boa parte dessas citações geralmente têm uma fórmula introdutória12, como “está escrito” (Rm 1.17; 2.24; 3.4,10; 4.17; 8.36 etc, ao todo 29 vezes), “a Escritura diz” (Rm 4.3; 9.17; 10.11; 11.2, Gl 4.30), “Davi diz” (Rm 4.6; 11.9), “Isaías diz” (Rm 10.16,20; 15.12) “Moisés diz” (Rm 10.19), “diz a Lei” (Rm 3.19, 1 Co 14.34), “Deus diz” (2 Co 6.16, Rm 9.15) ou coisa semelhante, e são seguidas pela reprodução da passagem do Antigo Testamento à qual o autor se refere.13
Mais da metade das citações do AT presentes nas cartas de Paulo [...] encontram-se na carta aos Romanos. As demais concentram-se nas cartas aos Coríntios e aos Gálatas. Isto deve-se seguramente ao fato de que estas cartas eram dirigidas a comunidades de origem judaica, que estavam em condições de entende-las e que, ademais mantinham vivas polêmicas com seus antigos correligionários. Ao contrário, as cartas dirigidas a comunidades de origem pagã [...] como Filipenses, estão desprovidas de citações bíblicas.
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Existem aproximadamente 99 citações formais nas cartas de Paulo. De acordo com o índice de citações da terceira edição do texto crítico do Novo Testamento grego15, Romanos tem 60 citações, 1 Coríntios 17, 2 Coríntios 11, Gálatas 11. Sendo que, apenas Filipenses e Filemon não têm nenhuma citação formal ao Antigo Testamento.
Quase um terço dessas citações, 28, são extraídas da Septuaginta, sendo que as restantes concordam com o texto hebraico.
Em Ef 4.8-12, um típico midrash, sobre o texto citado no v.8, onde as palavras mais importantes da citação são retomadas e comentadas.
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Em 1 Co 10.1-4: Não quero que ignoreis, irmãos, que os nossos pais estiveram todos sob a nuvem, todos atravessaram o mar e, na nuvem e no mar, todos foram batizados em Moisés. Todos comeram o mesmo alimento espiritual e todos beberam a mesma bebida espiritual, pois bebiam de uma rocha espiritual, que os acompanhava, e essa rocha era Cristo. (Bíblia de Jerusalém) em analogia com a Midrash palestineniense, Paulo, coloca no mesmo plano tradições bíblicas (a passagem do mar, a água brotada da rocha, o maná) e as tradições orais (a nuvem pairando sobre o povo, o rochedo que os acompanhavam).
17 Sem dúvida, percebe-se uma alusão a todas as amplificações da hagadá, no qualificativo espiritual dado ao alimento, à bebida e ao rochedo18. Ele diz que a rocha doadora de água acompanhava a Israel no deserto, e ao mesmo tempo, e a interpreta como sendo o Cristo preexistente, como judaísmo helenista a associava à Sofia ou ao Logos.19
CITAÇÕES INDIRETAS OU ALUSÕES
São aquelas ocasiões onde o autor não se refere explicitamente às Escrituras, mas onde claramente está dependente de uma ou mais passagens do Primeiro Testamento. Pode-se considerar como alusões as citações livres, reminiscências, referências a eventos, paralelos de linguagem, ecos, etc. A característica comum é que as alusões não são precedidas por uma fórmula introdutória.
O número de alusões é muito maior. Como é bem difícil distingui-las, a lista, se comparada vários autores é bastante variada.
20 Tomando por base o índice de citações da terceira edição do texto crítico do Novo Testamento grego, existem 271 alusões ao Primeiro Testamento.21
Por exemplo, Rm 5.12-14 faz uma alusão clara, mas não cita, a queda de Adão e Eva no pecado, registrada em Gn 2 e 3. Em 1 Co 101.-15, Paulo menciona fatos ocorridos durante a peregrinação do povo de Israel no deserto, numa clara alusão ao que está registrado em Ex 32 e Nm 11, 14, 21 e 25. A alegoria de Sara e Agar em Gl 4.21-31 pe baseada em Gn 16.1ss.
Conclusão
Paulo, em suas cartas, construiu seus escritos à partir de textos anteriores, o que reflete sua boa formação rabínica. O embasamento que os escritos paulinos têm no Primeiro Testamento denota a idéia de este foi a primeira Bíblia cristã, e que os eventos neles registrados serviram para avisar e instruir os cristãos, para quem os séculos precedentes existiram.
BIBLIOGRAFIA
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ZUCK, Roy B. A interpretação bíblica: meios de descobrir a verdade da Bíblia. São Paulo: Vida Nova, 1994.
1 Neemias de Oliveira é bacharelando pela Faculdade Evangélica de Teologia de Belo Horizonte FATE BH, onde cursa o 7° período.
2 Primeiro Testamento. Vide discussão apresentada em ZENGER, 2003 p. 19-20.
3 GUNDRY, 1987, 49.
4 Quanto a classificação das cartas paulinas vide BROWN, 2004. p. 55-74.
5 BARRERA, 1995, 603.
6 DOCKERY, 2001, 799.
7 CROATTO, 1985, 41.
8 KETTERER, 1996, 10.
9 CHAMPLIN, 1991, 794.
10 SWETE, 1989, 405.
11 SCHREINER, 1977, 21.
12 DODD, 1979, p. 28.
13 GOPPELT, op. cit., p. 305.
14 BARRERA, 1995, 603.
15 ALAND, 1983, 897-900.
16 BERGER, 1998, 105.
17 HAYS, 1989, 145.
18 KETTERER, 1996, 115.
19 GOPPELT, 2003, 305.
20 BRATCHER, 1987; NICOLE, 1979 apud ZUCK, 1994, 291.
21 ALAND, 1983, 901-911.

sábado, 28 de março de 2009

ONTEM TENTARAM ME ROUBAR, E PERCEBI QUE DEUS ESTÁ MORTO!


Eram um pouco mais de 2:00hs da tarde de ontem (26/03/2009) e eu estava na Rua da Bahia esquina com Augusto de Lima, região central da nossa Belo Horizonte, em um ponto de ônibus cheio de gente, bem em frente a um Shopping popular e a menos de cinquenta metros de um posto policial. Como é de costume eu estava lendo, até porque à noite eu estaria na Igreja Batista da Graça dando aula de teologia própria, ou seja sobre “a pessoa de Deus”. De repente senti que alguém estava mexendo em meu pescoço, e logo percebi se tratar da correntinha folheada de ouro que eu estava usando. A princípio pensei se tratar daqueles pessoas conhecidas que chegam por trás da gente brincando de ladrões e querendo nos dar um susto. Foi quando dei conta de que se tratava de um ladrão tentando roubar o meu presente de aniversário que minha querida esposa havia me dado o ano passado. O ladrão tentou mas não conseguiu, desistiu e saiu correndo, mas junto dele estava outro “companheiro” que imediatamente me atacou com violência, também sem lograr êxito, talvez porque todos dois fossem mais baixos do que eu, mas deixando um ferimento sangrando e doloroso causado pelas unhas ou por algum material cortante. Tudo ocorreu em fração de segundos. E lá estavam os dois correndo rua abaixo, com alguns transeuntes gritando “pega ladrão, pega ladrão”. Enquanto isso alguns curiosos me cercaram e duas senhoras se dirigiram a mim. Uma disse: “Moço, não se preocupe, Deus vai te restituir em dobro o que o inimigo te roubou” e a outra disse: “Mais tem Deus para te dar do que o diabo para tomar”. Elas ainda não haviam percebido que a “cobiçada” correntinha estava caída aos meus pés. Agradeci as “gentilezas” e fui procurar um local para fazer um curativo.
Confesso que este episódio me causou um turbilhão de pensamentos. Primeiro, como pude ser tão insensato em andar com uma correntinha no pescoço numa área de risco. Segundo, ainda sentido as dores do ferimento, pensei nos motivos que levavam pessoas como aqueles ladrões a agirem de forma tão errada e violenta ao querer tomar a força os pertences dos outros. Não os amaldiçoei, nem tampouco desejei o mal para eles, mas orei comigo mesmo pedindo que de algum modo eles encontrem o caminho da verdade e abandonem aquele caminho cujo fim é a perdição.
Mas o que me deixou mais perturbado foram as palavras daquelas duas senhoras que me abordaram logo após o acontecimento. Ao que parece a primeira senhora é evangélica ou possuidora de uma “cultura neo-evangélica” e a outra de uma cultura popular de igual teor. E porque me perturbei mais com aquelas palavras daquelas senhoras do que a frustrada tentativa de roubo? Porque desde de há muito tempo tenho feito uma verdadeira cruzada contra esta idéia de que existe um Deus que só está por conta de encher de bens materiais as suas criaturas. Alguém poderia dizer que eu penso assim, porque os ladrões não conseguiram me roubar. E que caso eu tivesse sofrido prejuízo pensaria diferente. Confesso que se isto tivesse acontecido, poderia me abater não pelo valor material, mas sim pelo afetivo, afinal de contas era um presente. Quanto ao prejuízo material algumas horas de trabalho seriam suficientes para reavê-los. No entanto, o teor daquelas palavras é que me preocuparam. À que Deus àquelas senhoras serviam? Era este o meu Deus? E assim pude meditar sobre o que Deus significava pra mim.
Do episódio, me restaram algumas conclusões. Se pedissem para que eu descrevessem como eram aqueles ladrões eu não saberia. Foi tudo muio rápido. Mas vi que eram dois rapazes bem vestidos, e não aparentavam ser ladrões. Quanto àquelas senhoras, não fiquei sabendo como chamavam. Mas deixaram em mim uma certa preocupação ao invés de me confortarem. Em contrapartida, aqueles ladrões não levaram a minha correntinha, mas levaram para longe de mim o Deus-defunto que eu também, às vezes, insistia em carregar comigo. Esse Deus, que segundo a subcultura neoevangélica era um Deus que vivia de plantão para me poupar de qualquer tragédia, para evitar meus sofrimentos e abreviar as situações que me trariam qualquer desconforto. De alguns púlpitos me garantiram que Deus prometia satisfazer não apenas minhas necessidades, mas também meus desejos. Esse Deus, estaria comprometido em favorecer-me em todas minhas demandas contra os pagãos. Ele compensaria minhas irresponsabilidades e ignorâncias em troca de minha fé. DE REPENTE ME DEI CONTA DE QUE ESSE DEUS ESTAVA MORTO! Aquele Deus parecido com a figura idealizada de um superpai, que levou homens como Freud, Nietzsche e Sartre a desdenhar da religião.
Esse Deus morreu em mim porque se demonstrou falso. Morreu o Deus que fazia de mim uma criança mimada que chorava a cada desencontro da vida. Esse Deus morreu pra mim, mas ressurgiu um Deus que opta por deixar a vida correr seu curso normal, mas que me garante que nada poderá nos separar do seu amor, que está em Cristo Jesus, meu Salvador!